Quantos devaneios… e abrir meus olhos enxergo uma saida, limpida e concretizada pela minha vontade de sair… realmente parece que ela me chama até o final, distraido-me tropeço e penso, levantar-me-ei se tiver um motivo para voltar a andar, e ai realmente fecho meus olhos e concluo: de nada adianta eu procurar motivos pra caminhar, por mais dificil que seja minha caminhada, eu nunca serei nada dependendo de outro ser, ou sou eu ou sou eu, e assim levanto-me para reiniciar minhas passadas curtas e desanimadas por tal momento obscurecido pelo meu desanimo e falta de vontade em prosseguir, e penso novamente -aliás de tantos pensamentos se faz um ser humano, que ele mesmo se deixa alienado-… e penso novamente: de tal falta se fará minha vontade de levantar quando a única esperança se é que um dia as mesmas canções que canto em minhas passadas curtas se farão no dia que estas mesmas aumentarem gradativamente até longas e contentes passadas de felicidade… e pensarei novamente - Sou fruto da minha colheita, sou fruto de minha garra, de meu súor, pois nada há no meu caminho quando um dia, nada se via em meu caminho, hoje sou eu, mais nada, somente eu-. Um dia chegarei ao fim desse conglomerado de indecisões, chegarei feliz ou triste tal dom não tenho, mais que eu nunca me obstrua por nenhum devaneio, e seja aquele fruto, de minha própria caminhada, pois de curtos passos se chega a longas conquistas… e talvez que se reinicie novamente… mais assim será apenas mais um devaneio.
